APAC de Nova Lima inaugura obra com projetos doados pelas empresas Eficácia Projetos e Agência Energia

APAC de Nova Lima inaugura obra com projetos doados pelas empresas Eficácia Projetos e Agência Energia

A Associação de Proteção e Assistência ao Condenado, a APAC, da cidade de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, inaugurou no último dia 9 de maio, uma unidade feminina. Os projetos de instalações elétricas, rede de telecomunicações, sistema de proteção contra descarga atmosférica e produção de água quente foram doados pelas associadas da Abrasip-MG Eficácia Projetos e Consultoria e Agência Energia.

Segundo Ana Laura Gomes, integrante da equipe da Agência Energia, eles se comprometeram a elaborar o projeto de aquecimento solar para os banhos da instituição. “ Ficamos muito satisfeitos em participar do projeto de recuperação feito para a APAC de Nova Lima, através da doação do projeto de aquecimento solar em mais de uma unidade, que visa melhorar a qualidade e o conforto dos banhos para os internos, sem trazer custos para a sociedade”, explica.

Segundo o engenheiro eletricista Fábio José Maciel de Oliveira, ter participado desse trabalho foi uma experiência transformadora. “A APAC é um projeto social fantástico e que desconhecíamos. Tivemos contato com todos os envolvidos, desde diretores, até os recuperandos. Aprendemos sobre como uma vida pode ser transformada com acolhimento, ensinamento mútuo, responsabilidade, trabalho, organização e confiança”, diz.

Para Oliveira, em época de crise, quando muitos estão preocupados em sobressair num mercado ainda mais competitivo, as atividades filantrópicas são esquecidas. “Vivemos em um mundo capitalista, onde as práticas que não dão um retorno financeiro são deixadas de lado, em prol de uma corrida mercadológica. A sensação que tivemos doando projetos para a APAC, foi de alegria. A sociedade não enxerga os condenados com bons olhos. É satisfatório quando damos uma chance enquanto muitos fecham as portas”, reforça.

O Projeto – Em setembro de 2015, após conhecer as dependências da APAC masculina, a equipe da Eficácia começou a desenvolver os projetos, aplicando conceitos na edificação existente. “Levamos a eles um bem físico, que irá ajudá-los no funcionamento da casa. Mas nada se compara ao crescimento pessoal e profissional que tivemos”, conta. Oliveira destaca o apoio que teve de outros profissionais. “Recebemos os projetos arquitetônicos do  engenheiro Tárcio Tibo, material indispensável para a elaboração do nosso trabalho. O apoio da Abrasip-MG, e também da empresa Agência Energia para elaboração de projetos de produção de água quente foi importantíssimo”, lembra.

Oliveira afirma que os projetos foram entregues em janeiro, mas passaram por algumas alterações em março para adequação às necessidades da execução da obra. “Para os envolvidos, um dos principais desafios foi enxergar a edificação de maneira diferente da habitual, pois trata-se de um pequeno presídio, com certo grau de confinamento e certo grau de liberdade. Outro desafio foi buscar a antecipação das soluções, pois a obra estava em curso durante a elaboração dos projetos”, explica.

Em abril, toda equipe da Eficácia foi conhecer o trabalho social realizado pela APAC. Todos ficaram satisfeitos por terem contribuído para a expansão deste modelo de ressocialização dos condenados. “Tivemos a oportunidade de acompanhar o funcionamento da instituição. Os recuperandos são submetidos a métodos assertivos de reintegração, que envolvem trabalho para remissão da pena. Além de oficinas, há uma padaria industrial em pleno funcionamento na APAC masculina, capaz de produzir pães para toda a rede de educação municipal de Nova Lima”, conta.

Em agradecimento a todos que estiveram envolvidos na obra, a diretoria da instituição colocou na APAC feminina uma placa em homenagem que consta o nome da Eficácia Projetos e da Agência Energia. “Entendemos que a Eficácia tem a obrigação de participar efetivamente de ações que visam o bem-estar de toda a sociedade. Ficamos com a sensação de dever cumprido”, diz Fábio.

A APAC – A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que se dedica à recuperação e reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade, bem como socorrer a vítima e proteger a sociedade. Opera, assim, como uma entidade auxiliar do Poder Judiciário e Executivo, respectivamente na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade. Sua filosofia é ‘Matar o criminoso e Salvar o homem’, a partir de uma disciplina rígida, caracterizada por respeito, ordem, trabalho e o envolvimento da família do sentenciado.

A APAC é amparada pela Constituição Federal para atuar nos presídios, trabalhando com princípios fundamentais, tais como a valorização humana. O objetivo da entidade é gerar a humanização das prisões, sem deixar de lado a finalidade punitiva da pena. Sua missão é evitar a reincidência no crime e proporcionar condições para que o condenado se recupere e consiga a reintegração social.

A primeira APAC nasceu em São José dos Campos (SP), em 1972, e foi idealizada pelo advogado e jornalista Mário Ottoboni e um grupo de amigos cristãos. Hoje, a APAC instalada na cidade de Itaúna/MG é uma referência nacional e internacional, demonstrando a possibilidade de humanizar o cumprimento da pena. Só em Minas Gerais existem 38 unidades. O método socializador da APAC espalhou-se por todo o território nacional e no exterior. Já foram implantadas APACs na Alemanha, Argentina, Bolívia, Bulgária, Chile, Cingapura, Costa Rica, El Salvador, Equador, Eslováquia, Estados Unidos, Inglaterra e País de Gales, Latvia, México, Moldovia, Nova Zelândia e Noruega.

Enquanto no sistema prisional comum, um preso custa cerca de R$4.000,00 por mês para a sociedade, na APAC este custo se reduz a cerca de um salário mínimo. Ao ser libertado, o condenado sai capaz de exercer uma profissão. O método faz com que o índice de reincidência criminal, após a obtenção da liberdade, caia de 70% no modelo comum para menos de 10% neste modelo. “Para se ter uma ideia, foram os próprios condenados que trabalharam e executaram a construção da APAC feminina. É um projeto realmente fantástico”, finaliza Oliveira.

Fonte Apac: Âmbito Jurídico.com.br

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